Apesar de os tratamentos orais não estarem disponíveis para todos os pacientes nem para todos os tipos de câncer, o paciente poderá discutir esta opção com seu médico. O desenvolvimento científico permite que, cada vez mais, um maior número de cânceres possa ser tratado com quimioterapia oral. O tipo e estágio da doença, junto com os tratamentos que o paciente estiver fazendo ou já tenha feito anteriormente, vão determinar se a quimioterapia oral é adequada ao seu caso. Veja a seguir algumas comparações entre as duas formas de administração da quimioterapia.

Terapia intravenosa

• A terapia intravenosa é mais invasiva, enquanto os comprimidos são menos invasivos (não precisam de punções/picadas para a administração do medicamento ou de cirurgia para a implementação do cateter).

• A terapia intravenosa exige tratamento no hospital ou em clínicas por períodos de tempo variáveis, ao passo que as terapias orais podem ser aplicadas em casa.

• A terapia intravenosa aumenta o risco de infecção num momento em que o sistema imunológico pode já estar enfraquecido.

• A terapia intravenosa pode implicar em sérias limitações à atividade física, como sentar-se, andar, nadar.

• Os tratamentos intravenosos requerem freqüentemente períodos de afastamento do escritório e interrupções na rotina de trabalho, ao passo que os pacientes que se sintam suficientemente bem sob a quimioterapia oral podem manter um estilo de vida mais coerente com seus hábitos.

Terapia oral

A terapia oral, além de ser tão eficaz quanto a terapia intravenosa, oferece outros benefícios, tais como:

• Os pacientes dispõem de mais tempo livre para passar em casa com a família e amigos, em vez de ficar no hospital para receber os medicamentos por via intravenosa.

• Os pacientes se sentem com mais autonomia, pois são responsáveis pela ingestão de seus próprios medicamentos em casa, em vez de os receberem de uma enfermeira no hospital.

• Os pacientes estão sujeitos a um menor sofrimento, uma vez que serão submetidos a um menor número de punções durante seu tratamento.

Referências Bibliográficas
1. Liu G, Franssen E, et al. Patient preferences for oral versus intravenous palliative chemotherapy. J Clin Oncol 1997;15:110-15
2. Borner M, Schöffski P, et al. Patient preference and pharmacokinetics of oral modulated UFT versus intravenous fluorouracil and leucovorin: a randomised crossover trial in advanced colorectal câncer. Eur J Câncer 2002;38:349-58

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