
Durante a quimioterapia, é possível que os efeitos colaterais diminuam a libido. As conseqüências não são iguais para todos, mas são passageiras e parte delas pode ser minimizada e superada com carinho e atenção. Entre as eventuais reações da quimioterapia pode haver uma alteração hormonal que interfira no comportamento sexual. Nas mulheres, por exemplo, pode ocorrer também amenorréia - ausência de menstruação - ou diminuição na lubrificação vaginal. Essas mudanças no organismo exigem cuidados especiais.
É claro que todos os incômodos provocados por essa fase do tratamento causam, em geral, ansiedade e até mesmo depressão. Por intermédio de orientação terapêutica esses problemas podem ser superados com relativa facilidade, afastando-se ou reduzindo-se a possibilidade de evoluírem para um quadro mais grave de depressão.
É provável que, durante o tratamento, você nem sempre sinta vontade de se arrumar, descobrir novos programas de lazer e até mesmo conversar. É imprescindível nessa situação o casal considerar a disposição física do doente de câncer. Alguns estudos mostram que a depressão pode causar alterações no sistema imunológico que é o responsável pela defesa do organismo e em detectar elementos estranhos, como bactérias ou vírus.
Com ajuda profissional será mais fácil para o casal lidar com o momento e entender que o amor e o carinho que um dedica ao outro persistem, mesmo se não houver motivação suficiente para um relacionamento sexual.
Publicado em 20/11/2006