Entrevista com a nutricionista Cinthya Maggi
As receitas que começamos a veicular são exclusivas e foram elaboradas por dez dos mais conceituados chefes de cozinha de São Paulo, a partir da orientação dada pela nutricionista Cinthya Maggi. Elas integram o livro “Alta Gastronomia na Prevenção do Câncer de Intestino”, lançado em abril deste ano pela Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci), com o patrocínio do site www.quimioral.com.br.
Cinthya revela que realizou ampla pesquisa para definir quais os ingredientes mais adequados, quais deveriam ser evitados e que quantidades e combinações poderiam ser feitas tendo em vista o objetivo da publicação, que é o de oferecer alternativas de pratos saborosos e agradáveis, não só ao paladar como também à visão, que, ao mesmo tempo, possam ser degustados por quem está preocupado em manter boa saúde e prevenir-se contra a ocorrência de um câncer.
Com os dados coletados em mãos, Cinthya elaborou um manual de orientação distribuído aos chefs que aceitaram encarar o desafio de criar receitas com o perfil desejado. “Nossa orientação foi de que se privilegiasse, por exemplo, o uso de fibras, que auxiliam o bom funcionamento dos intestinos, e de gorduras insaturadas, como as do azeite de oliva ou frutas oleaginosas, como castanhas e nozes”, revela a especialista.
Dispondo de um leque amplo de possibilidades em relação a ingredientes, os chefs tiveram liberdade para criar dentro de suas áreas de especialização e preferências. O passo seguinte foi a avaliação das receitas do ponto de vista nutricional e de saúde.
“Tivemos de fazer algumas adequações, porque algumas das receitas empregaram gorduras acima das quantidades recomendáveis”, lembra a nutricionista, acrescentando que, no final, chegou-se ao resultado esperado: pratos saudáveis, que contribuem para a prevenção do câncer de intestino, com sabor e apresentação que agradam a qualquer pessoa.
Em princípio as receitas de “Alta Gastronomia” podem ser consumidas também por quem já foi atingido pelo câncer. Cinthya alerta, porém, que é necessário primeiro discutir com o médico sobre eventuais restrições alimentares ou sobre adaptações que possam ser necessárias.
“Pode ser conveniente que as receitas que passamos a oferecer sejam consumidas em porções menores. Isto é, elas podem ser produzidas com redução na quantidade de ingredientes sem prejuízo para sua elaboração”, aconselha Cinthya.
Publicado em 22/05/2007