Colorir o prato é um conselho dado com freqüência por nutricionistas. Além de agradar aos olhos e, por isso, ajudar a abrir o apetite, a inclusão de alimentos de cores variadas pode trazer benefícios concretos à saúde. Os pigmentos traduzem a presença de nutrientes necessários ao bom equilíbrio alimentar, explica a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). De quebra, eles constituem um guia para ajudar a lidar com algumas dificuldades decorrentes do tratamento quimioterápico.

"O amarelo e o laranja são indicativos da presença de betacaroteno, ou pró-vitamina A, enquanto o verde escuro é sinal de que o alimento contém pró-vitamina A e ácido fólico", exemplifica Mariana.

Segundo a nutricionista, a deficiência de vitamina A diminui a imunidade do organismo, tornando-o mais suscetível a infecções, e provoca alterações na visão, como a cegueira noturna. Garantir o consumo de cenoura, abóbora ou beterraba é uma forma de manter o corpo abastecido com essa vitamina. Já o ácido fólico − encontrado em folhas como a rúcula, o agrião e a escarola − é importante na formação das hemácias e ajuda na prevenção da anemia, o que é importante para o fortalecimento do organismo e, por conseqüência, na prevenção de infecções.

As cores verde e amarelo também são um bom guia quando se trata de comer frutas. Kiwi, limão, laranja e frutas cítricas em geral são importantes fontes de vitamina C, que ajuda a reduzir a sensação de náusea e enjôo. Outra forma de combater o enjôo é utilizar alimentos de origem animal ou cereais integrais, como aveia, farinha de trigo e arroz, que contêm vitaminas do complexo B. Já o vermelho denuncia que o alimento contém licopeno, indicado na prevenção do câncer, principalmente o da próstata. Exemplo clássico desse grupo é o tomate.

Mariana alerta que colorir o prato com vegetais diversos não significa que se deva abrir mão dos outros grupos de alimentos, como o arroz, o feijão, a carne ou o frango. Ela recomenda ainda fazer de cinco a seis refeições diárias: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e um lanche antes de dormir. Assim, as refeições principais não precisam ter grandes porções e o combate aos enjôos fica mais eficaz.



Publicado em 20/12/2006



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