Entrevista com a neurologista Dalva Poyares (*), do Instituto do Sono
Os efeitos adversos do tratamento contra o câncer, como enjôos, vômitos e diarréia, ou a presença de dor podem interferir no período do sono do paciente. Há algumas providências que podem ser tomadas para reduzir ou eliminar o problema, informa a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para tentar ter boas noites de sono, Dalva aconselha melhorar o ambiente de dormir, tornando-o o mais confortável possível, com iluminação adequada, travesseiros confortáveis e silêncio. Manter alguma atividade durante o dia para que o cansaço apareça à noite também é fundamental. “Alguns pacientes tendem a ficar sedentários e isso cria um ciclo de sono e vigília inadequado, o que significa ficar acordado à noite e cochilar em diversos momentos do dia”, explica a neurologista.
Para ajudar o sono a chegar a especialista sugere também algumas medidas que devem ser tomadas por qualquer pessoa e que representam uma boa higiene do sono, como evitar que a última refeição seja pesada, com muita gordura, manter horário regular para o sono e não levar para o quarto leituras tensas ou filmes de muita ação.
Os distúrbios do sono, que podem ser dificuldade de começar a dormir ou interrupções durante o sono, também podem ser provocados pelo ganho de peso. O combate a esse distúrbio pode ser feito com o uso de aparelhos que auxiliam na respiração ou, até, pela simples mudança de hábitos de vida.
(*) CRM-SP 52457