Entrevista com a educadora física Esther Pinto, do Diabest
É comum que, após um período de tratamento, tanto a pessoa que foi impossibilitada de manter a prática de uma atividade física como a que não fazia exercícios mas está disposta a adquirir novos hábitos, sinta receio de sofrer dores ou machucados quando for se exercitar. Essa situação pode ser contornada com algumas dicas oferecidas pela professora de educação física Esther Pinto, do Diabest – Centro de Educação em Obesidade, do Rio de Janeiro, que ajudam o iniciante no exercício a enfrentar seus temores ou, mesmo, a lidar com pequenas dores musculares que são normais nessa fase.
Esther ressalta que a presença de dores fortes ou de lesões é mais comum em atletas que estão constantemente em treinamento do que em praticantes de atividades moderadas. Mesmo assim, sem uma boa preparação esse tipo de ocorrência pode surgir mesmo quando a intensidade do exercício é baixa. Por isso, antes da caminhada, da corrida ou de qualquer outra atividade física, o importante é aquecer os músculos e fazer alongamento.
Uma boa maneira de prevenir é, também, retomar a atividade lentamente. Depois de ficar parado durante algum tempo, não se deve recomeçar os exercícios de forma afoita. Ir aos poucos, aumentando a intensidade conforme o organismo mostre que está preparado, e estendendo a duração da atividade gradativamente é um meio seguro de evitar lesões. Para pessoas que passaram por cirurgias, o devido acompanhamento médico é tão importante quanto a observação às respostas do organismo.
Um cuidado oportuno é vestir-se adequadamente para a atividade, escolhendo sapatos confortáveis, preferencialmente tênis, e roupa apropriada que, se for de algodão, dá mais conforto e melhor absorção que as fibras sintéticas. Esther também recomenda cuidar da hidratação e uma dica é levar sempre consigo uma garrafinha de água para poder repor a perda do líquido, que é maior durante a atividade.
Para quem não costumava ter uma atividade física antes do início do tratamento, a professora aconselha fazer pelo menos algumas aulas iniciais com um profissional que oriente em relação à forma correta de fazer os diversos exercícios que vierem a integrar a programação do paciente. Ela lembra, ainda, que o principal sinal sobre a adequação da quantidade e intensidade da atividade é dada pelo próprio organismo: se a prática resultar em fadiga, ela deve ser reduzida.
Para quem, mesmo tomando todas as cautelas, sentir dores após a atividade, Esther explica que, sendo dores leves, o indicado é repousar a região afetada e utilizar compressas de gelo. O incômodo costuma passar em dois ou três dias. Casos mais sérios devem ser avaliados pelo médico, alerta a profissional.