É possível que o mal-estar provocado logo após uma cirurgia colorretal dificulte a movimentação do paciente e o mantenha na cama. Mesmo nesses casos é necessário que se conservem os músculos ativos. Para evitar a inatividade deve-se obter a assistência de um fisioterapeuta para a realização de exercícios e massagem nos braços e pernas, para prevenir o risco de trombose, e nas costas, para evitar dores.

É natural que, após uma cirurgia na região do abdômen, o paciente não possa realizar exercícios que trabalhem essa musculatura. Antes de retomar atividades físicas até então rotineiras, é preciso que o médico faça uma avaliação cuidadosa, de forma a evitar infecções no local.

No caso do paciente colostomizado, a partir do momento em que ele já está adaptado à bolsa, é possível maior liberdade de movimentos.

Na fase pós-cirúrgica a movimentação é restrita e está limitada ao leito. A fisioterapia tem nesse momento preocupação com a parte respiratória. Visa-se impedir que o tempo de internação se estenda em função de uma complicação respiratória que o paciente possa desenvolver pela falta de movimentação.

O papel do fisioterapeuta é estimular atividades que não causem muito esforço abdominal, principalmente aquelas relacionadas à rotina diária: alimentar-se, vestir-se, barbear-se, lavar o rosto, pentear ou escovar os cabelos.

No momento da alta, o recomendável é que a família prepare o ambiente da casa, retirando tapetes e objetos que possam provocar quedas e ferimentos. Em geral, deve-se estimular passeios pela casa e movimentos que, aos poucos, auxiliem na retomada do ritmo e rotina originais.

As atividades físicas do paciente colostomizado podem ser caminhadas e exercícios de alongamento. Exercícios na água não são recomendáveis.

Estando com a bolsa bem ajustada ao corpo, o paciente pode praticar exercícios que não provoquem solavancos, desde que sob orientação médica. A atividade física estimula a circulação e atua positivamente para o bom funcionamento do aparelho digestivo.

Publicado em 20/11/2006

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