
A partir da década de 80, a maioria dos tumores malignos passou a ser tratada
com medicamentos associados à cirurgia. Atualmente os índices de cura são muito
elevados. A definição do tratamento adequado depende de diversos fatores
avaliados pelo médico. A escolha da terapia mais eficiente depende, em primeiro
lugar, de uma análise do tumor para saber qual a sua organização interna e a
que tipo de tecido ele pertence. Essa análise é feita a partir de uma pequena
amostra (biópsia) ou de todo o tecido suspeito retirado em uma cirurgia. Em
linhas gerais, as opções de tratamento são:
Cirurgia
A cirurgia foi o primeiro método disponível para o tratamento do câncer e ainda
hoje é uma ferramenta fundamental na quase totalidade dos tumores. A cirurgia
permite avaliar a extensão do tumor aos tecidos adjacentes, incluindo os
gânglios linfáticos, e determinar qual a estratégia de tratamento a ser
seguida. Quando há risco ou evidência de que o tumor se disseminou, pode ser
necessária a complementação do tratamento, que pode ser de diferentes formas.
Radioterapia
As primeiras experiências usando radiação para destruir tecidos tumorais datam
do século XIX. A radioterapia trata pacientes portadores de câncer e de outras
doenças pelo uso de raios ionizantes. É uma forma de tratamento local do tumor,
preservando os tecidos normais. As técnicas de aplicação podem ser externa ao
organismo ou interna, também chamada de braquiterapia. Geralmente, a
radioterapia é usada em conjunto com outros tipos de tratamento: antes ou
depois da cirurgia, antes, durante ou depois da quimioterapia.
Quimioterapia
A quimioterapia é o tratamento utilizado com maior freqüência no combate a
diversos tipos de câncer e consiste no uso de medicamentos capazes de destruir,
controlar ou inibir o crescimento das células doentes. Essas substâncias
antitumores, que podem ser injetadas ou tomadas oralmente, agem interferindo na
divisão celular, impedindo que as células do tumor continuem a se dividir.
Diferente da cirurgia e da radioterapia, a quimioterapia é uma forma de
tratamento sistêmico, ou seja, que atua em todo o corpo, o que torna essa
terapia a mais adequada para o combate ao tumor e às metástases. O tipo de
medicamento a ser usado vai ser determinado pelo tipo do tumor. Pode haver
necessidade de associação de medicamentos.
Hormonioterapia
Muitos tecidos do nosso organismo têm seu crescimento normal regulado por
hormônios. Na hormonioterapia, o objetivo é bloquear o estímulo de que o tumor
necessita para continuar crescendo. Essa terapia é empregada com mais
freqüência nos tumores de mama, endométrio e próstata.
Imunoterapia
A imunoterapia é o mais novo recurso para o tratamento do câncer e utiliza a
defesa do próprio paciente para destruição do tumor. Ela consiste na
manipulação do sistema imunológico do paciente na busca de aumentar sua
competência para lidar com a doença. Por ser um tratamento novo, em
desenvolvimento, ainda não está disponível para todos os tumores.